domingo, 7 de agosto de 2011

A Lei da Analogia da Fé

             

ESTUDOS EM HERMENÊUTICA BÍBLICA
Ou, Leis Básicas de Interpretação da Bíblia
Pr. Davis W. Huckabee
Consideramos aqui de novo a Lei que está relacionada com a Lei anterior, embora com uma abrangência bem maior. A Lei Sete lidava com a "Referência Paralela" isto é, com a consideração de assuntos relacionados dentro do mesmo tema geral. Observamos então que deve haver harmonia geral entre as divisões de qualquer assunto se são ambos verdadeiros. Mas agora devemos ir ainda mais além e considerar que se as Escrituras são na realidade uma revelação de Deus, dadas para revelar Sua vontade para o homem, então todas Elas devem harmonizar umas com as outras. A qualquer momento em que uma de nossas interpretações contradisser outra interpretação, há evidência de que uma ou outra ou ambas são falsas, pois o Deus perfeito e santo não pode dar uma revelação imperfeita ou falsa. O homem erra com suas interpretações, suas traduções, e de outras maneiras, mas não se pode culpar Deus por isso. Era comum os teólogos falarem sobre "A Analogia da Fé", mas poucos hoje sabem o que isso significa.
Com "Analogia da Fé" o que se quer dizer é o inter-relacionamento harmonioso de todas as doutrinas dentro dos limites das Escrituras. As doutrinas da Bíblia não se chocam nem se contradizem, mas constituem um só sistema complexo da verdade. Nas Escrituras, é isso o que se chama "A Fé", pois há uma vasta diferença entre o verbo crer, ou, ter fé, e o substantivo "a fé", que é o objeto ao qual a fé do crente se dirige. T. T. Eaton salientou de modo bem hábil essa diferença quase um século atrás.
"A fé do Novo Testamento é bem mais do que a mera aceitação de certos ensinos. Ter fé é mais do que crer. Um homem pode crer em tudo na Bíblia, de capa a capa, e ainda estar perdido. A fé do Evangelho é uma confiança do coração em Cristo como Salvador e Senhor, o coração que inclui a vontade, de modo que a ação vem em seguida" O que devemos crer, o que devemos ser e o que devemos fazer "de acordo com as Escrituras" " essa é "a fé" que foi entregue uma vez por todas e pela qual devermos "batalhar diligentemente" " epi-agonize" O grego é epagonizesthai, "epi-agonize " e é a palavra mais forte em qualquer língua, até onde eu saiba, que expressa intensidade da luta. No Novo Testamento, só ocorre aqui [quer dizer, em Judas 3 " DWH]. Devemos agonizar para entrar pela porta estreita [Lucas 13:24 "DWH], mas devemos epi-agonize pela "fé que uma vez foi dada aos santos". Essa, então, é a luta suprema de nossa existência. É mais importante que "a fé" seja mantida do que qualquer outra coisa, sim, do que nossa própria salvação como indivíduos. Devemos agonizar pela nossa salvação, mas epi-agonize pela fé". " Fé e A Fé, pp. 35, 45, 48-49.
A Lei da Analogia da Fé requer que toda interpretação que é aplicada a alguma palavra, versículo ou doutrina das Escrituras esteja em harmonia com o corpo geral da verdade em todo o restante das Escrituras. Não se pode tolerar interpretação alguma que contrarie a Palavra, em parte ou em tudo. Vê-se a importância dessa Lei no seguinte fato: quando é aplicada a uma parte da Palavra, uma interpretação equivocada tira a harmonia dessa parte com outra. Isso requer então reajustamente da interpretação da segunda parte, que pois a torna fora de harmonia com uma terceira parte, e assim por diante. O erro sempre progride e em nenhum lugar isso é mais evidente do que o erro na interpretação da Bíblia.
Mais uma vez, isso manifesta que o estudante sério da Bíblia não pode ser nem preguiçoso nem descuidado, pois deve haver um conhecimento completo de todas as doutrinas da Bíblia a fim de se colocar essa Lei em ação. Por isso, surge também o fato de novo de que o método correto de interpretação da Bíblia envolve muito de "comparar as coisas espirituais com as espirituais".
A religião cristã não é um punhado de doutrinas isoladas ajuntadas num sistema desarmonioso e discordante, mas tem um grande foco central, em redor do qual todas as coisas nele giram, e esse centro é Cristo. É interessante observar que na medida em que o sol é o centro de nosso próprio sistema solar, assim Cristo é às vezes mencionado como o "Sol", e outros termos tais que indicam que Ele é o centro do mundo espiritual. As Escrituras revelam Cristo nas seguintes personalidades: O Criador do Mundo, o Sustentador do Mundo, o Revelador do Pai, o Redentor dos homens, o Advogado junto do Pai, a Cabeça da Igreja, o Rei Vindouro do Mundo e o Juiz de todos os homens. Numa palavra, Ele é a fonte, sustentador e fim de toda a criação. "Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém"" (Romanos 11:36)
Não só isso é assim, mas as Escrituras inteiras lidam com Ele de modo maior ou menor. Por esse motivo, está escrito: "Porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia". (Apocalipse 19:10) Sendo isso assim, é totalmente natural que todas as doutrinas das Escrituras sejam inter-relacionadas mediante o Senhor Jesus, e isso nos dá a razão para sempre buscar interpretar todas as partes da Palavra em harmonia com todas as outras partes das Escrituras. A Bíblia é, como convertidos sem cultura em algumas terras a têm chamado, "O Livro de Jesus", pois Ele é a pessoa central nela, e todas as coisas que ela contém estão de alguma maneira relacionadas a Ele. Todas as doutrinas da Bíblia estão inter-relacionadas mediante o Senhor Jesus, e é por isso que se deve sempre considerar essa inter-relação em nossa interpretação da Bíblia. Fazer outra coisa é ignorar essa Lei da Analogia da Fé, e talvez produzir, através de nossa interpretação, um antagonismo entre duas doutrinas das Escrituras.

A Fé Cristã


  I- Definição da Palavra
A simples fé implica uma disposição de alma para confiar noutra pessoa. Difere de credulidade, porque aquilo em que a  fé tem confiança é verdadeiro de fato, e, ainda que muitas vezes transcenda a nossa razão, não lhe é contrário. A credulidade, porém,  alimenta-se de coisas imaginárias, e é cultivada pela simples imaginação. A fé difere da crença porque é uma confiança do coração e não apenas uma aquiescência intelectual. A fé religiosa é uma confiança tão forte em determinada pessoa ou princípio estabelecido, que produz influência na atividade mental e espiritual dos homens, devendo, normalmente, dirigir a sua vida. A fé é uma atitude, e deve ser um impulso.
A cristã é uma completa confiança em Cristo, pela qual se realiza a união com o Seu Espírito, havendo a vontade de viver a vida que Ele aprovaria. Não é uma aceitação cega e desarrazoada, mas um sentimento baseado nos fatos da Sua vida, da Sua obra, do Seu Poder e da Sua Palavra. A revelação é necessariamente uma antecipação da fé. A fé é descrita como “uma simples mas profunda confiança Naquele que de tal modo falou e viveu na luz, que instintivamente os Seus verdadeiros adoradores obedecem à Sua vontade, estando mesmo às escuras”. A mais simples definição de fé é uma confiança que nasce do coração.

II- A Fé no AT
A atitudes para com Deus que no NT a fé nos indica, é largamente designada no AT pela palavra “temor”. O temor está em primeiro lugar que a fé; a reverência em primeiro lugar que a confiança. Mas é perfeitamente claro que a confiança em Deus é princípio essencial no AT, sendo isso particularmente entendido naquela parte do AT, que trata dos princípios que constituem o fundamento das coisas, isto é, nos Salmos e nos Profetas. Não es está longe da verdade, quando se sugere que o “temor do Senhor” contém, pelo menos na sua expressão, o germe da fé no NT. As palavras “confiar” e “confiança” ocorrem muitas vezes; e o mais famoso exemplo está, certamente, na crença de Abraão (Gn 15.6), que nos escritos tanto judaicos como cristãos é considerada como exemplo típico de fé na prática.
III- A Fé, nos Evangelhos
Fé é uma das palavras mais comuns e mais características do NT. A sua significação varia um pouco, mas todas as variedades se aproximam muito. No seu mais simples emprego mostra a confiança de alguém que, diretamente, ou de outra sorte, está  em contato com Jesus por meio da palavra proferida, ou da promessa feita. As palavras ou promessas de Jesus estão sempre, ou quase sempre, em determinada relação com a obra e a palavra  de Deus. Neste sentido a fé é uma confiança na obra, e na palavra de Deus ou de Cristo. É este o uso comum dos três primeiros Evangelhos (Mt 9.29; 13.58; 15.28; Mc 5.34-36; 9.23; Lc 17.5,6). Esta fé, pelo menos naquele tempo, implicava nos discípulos a confiança de que haviam de realizar a obra para a qual Cristo lhes deu poder; é a fé que opera maravilhas. Na passagem de Mc 11.22-24 a fé em Deus é a designada. Mas a fé tem, no NT, uma significação muito mais larga e mais importante, um sentido que, na realidade, não está fora dos três primeiros Evangelhos (Mt 9.2; Lc 7.50): é a fé salvadora que significa salvação. Mas esta idéia geralmente sobressai no quarto evangelho, embora seja admirável que o nome “fé” não se veja em parte alguma deste livro, sendo muito comum o verbo “crer”. Neste Evangelho acha-se representada a fé, como gerada em nós pela obra de Deus (Jo 6.44), como sendo uma determinada confiança na obra e poder de Jesus Cristo, e também um instrumento que, operando em nossos corações, nos leva para a vida e para a luz (Jo 3.15-18; 4.41-53; 19.35; 20.31, etc). Em cada um dos evangelhos, Jesus proclama-Se a Si mesmo Salvador, e requer a nossa fé, como uma atitude mental que devemos possuir, como instrumento que devemos usar, e por meio do qual possamos alcançar a salvação que Ele nos oferece. A tese é mais clara em João do que nos evangelhos sinóticos, mas é bastante clara no último (Mt 18.6; Lc 8.12; 22.32).
IV- A Fé, nas Cartas de Paulo
Nós somos justificados, considerados justos, simplesmente pelos merecimentos de Jesus Cristo. As obras não tem valor, são obras de filhos rebeldes. A fé não é uma causa, mas tão somente o instrumento, a estendida mão, com a qual nos apropriamos do dom da justificação, que Jesus pelos méritos expiatórios, está habilitado a oferecer-nos. Este é o ensino da epístola aos Romanos (3 a 8), e o da epístola aos Gálatas. Nos realmente estamos sendo justificados, somos santificados ela constante operação e influência  do Santo Espírito de Deus, esse grande dom concedido à igreja e a nós pelo Pai por meio de Jesus. E ainda nesta consideração a fé tem uma função a desempenhar, a de meio pelo qual nos submetemos à operação do E. Santo (Ef 3.16-19).

V- Fé e Obras

Tem-se afirmado que há contradição entre Paulo e Tiago, com respeito ao lugar que a fé e as obras geralmente tomam, e especialmente em relação a Abraão (Rm 4.2; Tg 2.21).
Fazendo uma comparação cuidadosa entre os dois autores, acharemos depressa que Tiago, pela palavra fé, quer significar uma estéril e especulativa crença, uma simples ortodoxia, sem sinal de vida espiritual. E pelas obras quer ele dizer as que são provenientes da fé. Nós já vimos o que Paulo ensina a respeito sa fé. É ela a obra e dom de Deus na sua origem, e não meramente na cabeça; é uma profunda convicção de que são verdadeiras as promessas de Deus em Cristo, por uma inteira confiança Nele; e deste modo a fé é uma fonte natural e certa de obras, porque se trata duma fé viva, uma fé que atua pelo amor (Gl 5.6).
Paulo condena aquelas obras que, sem fé, reclamam mérito para si próprias; ao passo que Tiago recomenda aquelas obras que são a conseqüência da fé e justificação, que são, na verdade, uma prova de justificação. Tiago condena uma fé morta; Paulo louva uma fé viva. Não há pois, contradição. A fé viva, a fé que justifica e que se manifesta por meio daquelas boas obras, agradáveis a Deus, pode ser conhecida naquela frase já citada: “a fé que atua pelo amor”.

Estudo Sobre os evangelhos

Mateus : O intuito de Mateus e apresentar o Senhor Jesus Cristo como sendo o Messias.
Jesus Cristo e o cumprimento das profecias do AT no que concerne ao Messias.
Marcos: Marcos teve o intuito de apresentar o sofrimento do Homem que na verdade era o Filho de Deus o Senhor Jesus Cristo.
Lucas : Lucas teve o intuito de apresentar o Senhor Jesus Cristo como o salvador do mundo, ou seja aquele que veio trazer as boas novas da salvação a toda a humanidade.
                                                                                                   
João: retrata Jesus como homem/Deus. o capítulo 1 deixa bem claro isso. Enquanto os evangelhos sinóticos se preocupam com a genealogia humana de Jesus, João traz a origem divina de Jesus.

Mateus, Marcos, Lucas e João são escritos da breve biografia de Jesus que relata os últimos dias dele aqui na Terra. Os três evangelhos são considerados pela Teologia como evangelhos sinóticos, ou seja, iguais. Já o evangelho de João é diferente dos três primeiros na questão do conteúdo.

Mateus, Marcos, Lucas- falam mais sobre Jesus como homem.

João - retrata Jesus como homem/Deus. o capítulo 1 deixa bem claro isso. Enquanto os evangelhos sinóticos se preocupam com a genealogia humana de Jesus, João traz a origem divina de Jesus.

# No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. João 1:1
# E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai. João 1:14

Logo, seriam 2 evangelhos: 1º (Mateus, Marcos, Lucas) e 2º João.

O Espírito Santo e missões na igreja primitiva


Atos 1: 1-8

                              
O período em que a igreja cristã viveu seu maior crescimento
foi o do primeiro século de nossa era.
Ali começou o movimento de missões.

Os oito primeiros capítulos do livro de Atos dos Apóstolos explicam a razão desse crescimento. Os discípulos deveriam estar revestidos de poder, v. 4, antes de sair para alcançar as nações com o Evangelho.

Em Atos 1: 8 encontramos a base e a amplitude do plano de Deus para que a igreja executasse missões. Focalizaremos neste artigo a igreja primitiva e a obra missionária.

 

I - A IGREJA ESTABELECIDA EM JERUSALÉM, Atos 1 a 6

A igreja nasceu em Jerusalém e seus membros se estruturaram para dar continuidade à obra de Jesus. Assim,   três aspectos foram observados por essa igreja:
a) Visão mundial, At 1 - O desafio de Jesus é global, v. 8, e não existe distinção entre missões mundiais, nacionais ou evangelismo local. Todos são vitais e um não pode excluir o outro. Tudo faz parte da grande comissão, Mt 28: 18-20. A partir de então, tornou-se claro para os discípulos que o movimento da igreja não deveria ser apenas em Jerusalém, mas também fora de seus limites.
b) Poder, At 2 - A incumbência que Jesus havia dado aos discípulos de levar o evangelho ao mundo inteiro parecia uma tarefa difícil. E, de fato, teria sido, se o derramar do Espírito Santo não tivesse acontecido, At 2: 1-3. Em poucos dias, aquele grupo de cento e vinte pessoas tornou-se uma multidão de salvos, At 2: 41; 4: 4 e 5: 14.
c) Envolvimento total, At 5 e 6 - A igreja de Jerusalém era uma família, de modo que as necessidades de cada irmão eram supridas e havia cooperação de todos os membros para ajudar os apóstolos, At 6: 1-3. Instituíram o diaconato, escolhendo para tal função homens que deveriam possuir três requisitos básicos: bom testemunho (aspecto social), serem cheios do Espírito Santo (aspecto espiritual) e de sabedoria (aspecto intelectual). Para os apóstolos ficaram reservadas a prática da oração e da pregação da Palavra, At 6: 4. Toda a igreja era, então, completamente envolvida com a obra de Deus.
 

II - A IGREJA ESPALHADA, At 7 a 12

A perseguição foi o instrumento usado por Deus para desaglutinar a igreja de Jerusalém e alcançar outros povos.
a) Jerusalém e Judeia - A igreja inicialmente se concentrou em Jerusalém. Entretanto, Deus estava firme em seu propósito de levar a bênção do Evangelho às outras regiões e, por fim, a todas as nações. Ocorreu então que, com a perseguição vinda diretamente contra a igreja de Jerusalém, os que foram dispersos começaram a pregar em toda parte por onde passavam, At 8: 1, 4 e 5: 11, 19, 20 e 13: 46, 47. Com a morte de Estêvão, At 6 e 7, as testemunhas de Jesus foram espalhadas.
b) Samaria - Felipe prega em Samaria, At 8: 4-8, e em missão transcultural prega ao etíope, um alto oficial da rainha de Candace, que crê e pede para ser batizado naquele mesmo dia, At 8: 26, 28-36 e 39. A história indica que aquele etíope pode ter preparado o caminho para o posterior estabelecimento de milhares de igrejas no longínquo vale do Nilo, na África.
c) Gentio romano - Pedro prega para Cornélio, um centurião romano. Foi difícil para Pedro, ainda que cheio do Espírito Santo, aceitar a conversão de um gentio. Mas, após uma visão, entendeu que Deus não faz acepção de pessoas, At 10: 9, 23, 34 e 35
d) “até os confins da terra” - Saulo, escolhido por Deus para levar a mensagem aos gentios, At 9: 15, 16, cumpre com êxito a sua tarefa. Em pouco mais de dez anos, e em três viagens missionárias, ele estabelece a igreja em quatro províncias do Império Romano: Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia, At 13: 2, 14: 28, 15: 40, 18: 23 e 21: 17.
 

III - A IGREJA ENVIANDO, At 13 e 14

A expressão “...até os confins da terra” já não parecia uma utopia; tornou-se realidade. A Igreja de Antioquia foi a primeira no envio de missionários. Podemos aprender muito através de seu exemplo:
a) Colaboração, At 13: 1-3 - Em Antioquia, temos o verdadeiro início de missões. Naquela igreja havia profetas e mestres: Lúcio de Cirene, Simão Níger, Manaém, Saulo e Barnabé, v. 1. Nenhum deles era natural de Antioquia; todos eram estrangeiros. Numa reunião de oração, em Antioquia, quando a igreja estava orando e jejuando, Deus separou dois deles para a obra missionária. Os três que ficaram podem ser chamados de colaboradores. Eles representam a igreja que ficou na retaguarda. Os dois que foram enviados representam os missionários. Notemos que eles foram enviados por Deus e pela igreja, vv. 2 e 3.
b) Comunicação, At 14: 27, 28 - Paulo e Barnabé seguem em frente, sempre dando relatórios de seu trabalho à igreja que ficou na retaguarda, orando e sustentando-os com suas ofertas. Por onde passaram, deixaram a semente da Palavra e outros irmãos foram também chamados a colaborar. Assim, a obra cresceu ao ponto de Paulo poder dizer que o evangelho fora pregado a toda a criatura debaixo do céu, Cl 1: 23.

Concluindo, veja o valor da tarefa evangelizadora assumida pela igreja primitiva e a importância de manter bem informados daquilo que estão realizando tanto os irmãos que sustentam os missionários como as igrejas e entidades que os enviaram. É pregando o Evangelho que vamos alargando as fronteiras do Reino de Deus e arrancando vidas das mãos do diabo.

Verdades missionárias

Vale a pena memorizar estas reflexões sobre missões:
·         “[Irei] a qualquer lugar, contanto que seja para frente”   (David Livingstone)
·         “Tenta grandes coisas para Deus e espera grandes coisas de Deus”(Guilherme Carey)
·         “O melhor remédio para a igreja enferma é pô-la em dieta missionária” (David Brainerd)
·         “A Igreja que deixa de ser evangelística, em breve deixa de ser evangélica” (Alexandre Duff)

Estudo das Dispensações

(Plano Divino através dos Séculos)


Para entendermos o que Deus projetou para a terra, para o homem e para os seres espirituais, precisamos entender as dispensações.

O que são as Dispensações Bíblicas?A palavra ?dispensação? encontra-se quatro vezes no N.T. (Ef. 1:10; 3:2; 3:9; Cl. 1:25). A palavra grega é ?oikonomia?, da qual deriva-se a palavra ?economia?, que significa ?boa ordem na administração, na despesa de uma casa?. Originalmente dispensação significava a gerencia duma casa. (Casa= Oikos) No uso bíblico a dispensação representa a administração que Deus faz em Sua grande ?casa? universal, na qual estão ligados a Ele todas as inteligências, tanto homens como seres angelicais. O estudo das dispensações revela como Deus usa diferentes classes de povo em várias eras determinadas por Ele para alcançar Seus propósitos.

A Bíblia mostra três classes distintas de povo com os quais Deus tem relações: 1) O judeu; (Rm.9:4,5; Jo 4:22; Rm.3:1,2); 2) o gentio (Ef. 2:11,12; 4:17,18) e 3) a Igreja de Deus. (Ef. 1:22,23; 5:29-33; I Pd.2:9). (I Co. 10:32).
A interpretação correta duma determinada passagem dependerá de sabermos a qual desses povos Deus está falando. O texto e o contexto da passagem revelarão a resposta. Temos também três períodos do ministério de Jesus Cristo:
? 1) Como PROFETA > Desde o Éden até a Cruz. Dt. 18:18 Moisés predisse a vinda dum Profeta após dele que seria maior do que ele. Jesus passou por todo o V.T como o ?Anjo do Senhor? ou ?Anjo de Sua presença? (Gn.16:7-14; 22:11-18; 31:11,13; Ex. 3:2-5; 14:19; Jz. 13:2:25.
? 2) Como SACERDOTE > Desde a Ascensão até à Segunda Vinda, (Hb. 7:25; 8:1). Jesus Cristo é agora mesmo o nosso representante no céu, à direita da majestade Divina, onde intercede em nosso favor e ajuda o crente em suas fraquezas. (I João 2:1).
? 3) Como REI > durante o Milênio e em épocas Sucessivas. (Ap. 19:16). Durante mil anos de paz, Cristo reinará sobre o mundo, tendo Jerusalém por capital, onde ele estará estabelecido sobre o trono de Davi, Seu Pai. A Palavra também indica que a Sua regência jamais terminará, dizendo: ?...o seu reinado não terá fim?. Lc. 1:33.

As Escrituras revelam oito alianças entre Deus e os homens:
1) A Aliança edênica. (Gn 1:28). Condicionou a vida do homem no estado da inocência.
2) A Aliança com Adão, que condicionou a vida do homem decaído, oferecendo a promessa dum Redentor (Gn. 3:14-21).
3) A Aliança com Noé, que estabeleceu o principio do governo humano e assegurou a continuação da vida sobre o planeta. (Gn .9:1:17).
4) A Aliança com Abraão, que daria inicio à nação israelita e concedeu-lhe a terra da Palestina . (Gn. 12:1-3).
5) A Aliança com Moisés, que condena todos os homens ?porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus?. Rm. 3:23; Ex. 19:1-25.
6) A Aliança Palestínica, que assegura a restauração e a conversão final de Israel. (Lc. 26; Dt. 28:1 a 30-3).
7) A Aliança de Davi, promessa que se cumprirá em Cristo, o ?Filho de Davi?. II Sm. 7:16; I Co. 17:7; Sl. 89:27; Lc. 1:32,33.
8) A Nova Aliança, que assegura a transformação espiritual de Israel e de todos que crêem em Cristo, tornando-os aceitáveis a Deus.

AS SETES DISPENSAÇÕES
As Escrituras dividem o tempo, pelo qual podemos compreender o período global que começa com a criação de Adão e termina com o aparecimento do ?novo céu e da nova terra? (Ap. 21:1), em sete períodos desiguais, que chamamos de dispensações.
São eles: Inocência; Consciência, Governo Humano; Patriarcal; Lei; Graça e Milenial.
São períodos usados por Deus para mudança no método divino de tratar a humanidade, ou parte dela, no que se refere a duas grandes verdades: pecado e responsabilidade humana.
Cada dispensação pode ser considerada como uma prova para o homem natural e termina sempre em juízo, demonstrando assim o seu completo fracasso. Cinco dessas dispensações, ou períodos de tempo, já se consumaram. Estamos vivendo na sexta, cujo término, segundo tudo faz crer, acontecerá muito em breve. (Pode ser hoje). A sétima, ou a última, ficará para o futuro. ? É o Milênio.
1) O HOMEM EM INOCENCIA > Começou com a criação de Adão (Gn.2:7) e terminou com a sua expulsão do Éden. Adão, criado em inocência, ignorando o bem e o mal, foi colocado no Jardim do Éden com sua companheira, Eva, sob a responsabilidade de abster-se de comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal.A Dispensação da Inocência resultou no primeiro fracasso do homem, sendo os seus efeitos os mais desastrosos possíveis.Teve o seu fim com o seguinte juízo: ?O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden?. (Gn 1:26; 2:16,17; 3:6; 3:22-24).
2) O HOMEM SOB A CONSCIENCIA > Pela queda, Adão e Eva adquiriram, e também transmitiram a sua descendência o conhecimento do bem e do mal. Isso proporcionou à sua consciência uma boa base para um julgamento moral correto, o que colocou a sua posteridade sob a seguinte responsabilidade ? fazer o bem e evitar o mal. O resultado da Dispensação da Consciência foi que toda a terra se corrompeu. Assim Deus terminou a segunda prova a que submeteu o homem natural com o seguinte juízo ? O Dilúvio. (Gn.3:7,22; 6:5,11,12; 7:11,12,23).
3) O HOMEM EM AUTORIDADE SOBRE A TERRA (Governo Humano) > Do terrível juízo do Dilúvio, Deus salvou oito pessoas, ás quais deu a terra purificada, com amplos poderes para governá-la. Noé e sua família receberam essa responsabilidade. A Dispensação do Governo Humano resultou na tentativa ímpia do homem em desejar tornar-se independente de Deus e terminou com o seguinte juízo ? A confusão das línguas. ( Gn. 9:1,2; 11:1-4; 5-8).
4) O HOMEM SOB PROMESSA (Patriarcal ou da família) > Dos descendentes dispersos daqueles que construíram a torre de Babel, Deus chamou um homem, Abraão , com quem fez uma aliança. Algumas das promessas feitas a Abraão e aos seus descendentes eram puramente graciosas e incondicionais e já foram, ou ainda o serão, cumpridas literalmente. Outras foram também feitas, mas o seu cumprimento estava condicionado à fidelidade e obediência dos israelitas. Todas as condições determinadas por Deus foram violadas, sem exceção de uma sequer, e a dispensação da Promessa ? patriarcal ou da família, resultou no fracasso da família de Israel e terminou com o seguinte juízo ? A escravidão no Egito. O livro de Gênesis que começa com estas palavras sublimes: ?No principio criou Deus?... termina com esta triste expressão: ?Em um caixão no Egito?. (Gn.12:1-3; 15:5; 26:3; 28:12,13; 13:14-17; Ex. 1:13,14).
5) O HOMEM SOB A LEI > Mais uma vez a graça de Deus vai auxiliar o homem desamparado e redimir o povo escolhido da mão do opressor. No deserto do Sinai, Deus lhe propôs o concerto da Lei. Em vez de humildemente apelar para que continuasse a relação da graça, o povo responde: ?Tudo o que o Senhor tem falado, faremos?. A história de Israel no deserto e em Canaã é um longo relatório de flagrante e persistente violação da Lei e, por último, depois de sem número de avisos, Deus termina a prova a que submeteu o homem pela Lei, em juízo.
Primeiramente, Israel, e logo depois Judá, foram expulsos de Canaã, sendo que a sua dispersão pelo mundo ainda continua. Um pequeno grupo voltou sob as ordens de Esdras e Neemias. Desse grupo, na plenitude dos tempos, nasceu Cristo: ?Nascido de mulher, nascido sob a Lei?. Tanto os judeus como os gentios conspiraram, levando-o à morte por crucificação. (Ex. 19:1-8; II Rs. 17:1-18; 25:1-11; At. 2:22,23; 7:51,52. Rm. 3:19,20; Gl. 3:10).
6) O HOMEM SOB A GRAÇA > A morte de sacrifical do Senhor Jesus Cristo introduziu no mundo a Dispensação da pura Graça, que quer dizer favor imerecido ou Deus dando justiça em vez de exigir justiça, como quando sob a Lei. A salvação perfeita e eterna é agora oferecida graciosamente, tanto ao judeu como ao gentio, sendo a fé condição única. (Jo. 6:29, 47: 5:24; 10:27,28; Ef. 2:8,9). O resultado predito desta prova do homem sob a graça é o juízo sobre o mundo incrédulo e uma Igreja apóstata (Abandona da fé). (Lc.17:26-30; 18:8: II Ts. 2:7-12; Ap.3:15,16). O primeiro evento no fim desta Dispensação será a descida do Senhor dos Céus, quando os santos que dormem serão levantados e, juntamente com os crente vivos daquele tempo, arrebatados ?a encontrar o Senhor nos ares e assim estaremos sempre com o Senhor?. (I Ts. 4:16,17). Depois seguir-se-á o curto período chamado ? A Grande Tribulação?. (Mt. 24:21,22; Sof. 1:15-18; Dn. 12:1; Jr. 30:5-7). Finalmente dar-se-á a descida pessoal de Cristo à terra, com poder e grande glória. Então, haverá os julgamentos, que inaugurarão a sétima e ultima Dispensação. (Mt. 24:29,30; 25:31-46).
7) O HOMEM SOB O REINO PESSOAL DE CRISTO ? MILENIO > Depois dos juízes purificadores ligados à vinda pessoal de Cristo à terra, Jesus reinará sobre Israel restaurado e sobre a terra por mil anos. Esse período é chamado de Milênio. A sede do seu poder será em Jerusalém e os santos, incluindo os que foram salvos na Dispensação da Graça, isto é, a Igreja, serão unidos com Ele na Sua Glória. (At.15:14-17; Is. 2:1-4; Is. 11; Ap. 19:11-21; 20:1-6).
Mas quando Satanás for solto, ?por um pouco de tempo?, encontrará o coração natural tão inclinado para o mal como sempre e, com a maior facilidade ajuntará as nações que irão batalhar contra o Senhor e os seus santos. Esta Dispensação, como as demais, terminará em juízo. O Grande trono Branco será estabelecido e os ímpios mortos ressuscitarão, sendo finalmente condenados. Depois é que aparecerão ?o novo céu e a nova terra?. O começo da eternidade. (Ap. 20:3.7-15; Ap. 21 e 22).

Pesquisa: ?Maneja Bem a Palavra da Verdade?. C.I.Scofield; ?O Milênio?- João de Oliveira; ?A Verdade sobre o Milênio?- Thomas Ice e Timoty Demy; ?O Plano Divino através dos Séculos? Lawrence Olson; ?Escatologia Bíblica ? Antonio Gilberto. A Bíblia ? Diversas traduções.

TIPOS E GRAUS DE FÉ


1- INTRODUÇÃO
De acordo com a Palavra de Deus, nós já fomos abençoados com todos as bençãos espirituais nos lugares celestiais, em Cristo (Efésios 1:3).
Contudo, essas bençãos ainda estão nos lugares celestiais, e é a nossa fé que as vai trazer desse mundo espiritual para este mundo material. É também a fé que afasta de nós os obstáculos da vida.
Tiago 2:14-26 - "Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?
E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano,
E algum de vós lhe disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos, e lhe não derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?
Assim, também, a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.
Mas dirá alguém: Tens tu fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.
Tu crês que há um Deus; fazes bem: também os demónios o crêem, e estremecem.
Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?
Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaac?
Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que, pelas obras, a fé foi aperfeiçoada.
E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.
Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não sómente pela fé.
E, de igual modo, Raab, a meretriz, não foi, também, justificada pelas obras, quando recolheu os emissários e os despediu por outro caminho?
Porque, assim como o corpo, sem o espírito, está morto, assim, também, a fé, sem obras, é morta."
Para que a nossa fé seja totalmente de acordo com a Palavra de Deus temos que ter obras, como diz o versículo:
"... eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras".
Daí a importância de, em primeiro lugar, nós sabermos distinguir os diversos Tipos e Graus de Fé.
TIPOS E GRAUS DE FÉ
De acordo com a Bíblia, existem vários Tipos e Graus de Fé, que vamos ver de seguida.
2- TIPOS DE FÉ
2.1- FÉ NATURAL
Fé Natural é o tipo de fé que todas as pessoaas possuem, muitas vezes até sem se aperceberem, e é uma fé que se baseia e apoia nos cinco sentidos de todo o ser humano.
Por exemplo:
- Quando se senta numa cadeira, a pessoa tem fé de que a cadeira vai suportar e aguentar o seu peso.
- Quando se anda de avião ou de automóvel a pessoa tem fé de que o avião ou o automóvel o vai levar ao destino, e até tem fé no piloto ou no condutor.
- Uma pessoa tem fé no médico, quando o consulta.
- O empregado deposita a sua fé no patrão que lhe vai pagar o salário ao fim do mês, e que vai cumprir com as promessas do contracto de trabalho.
Estes são apenas uns exemplos de FÉ NATURAL que qualquer pessoa pode possuir.
2.2- FÉ DO TIPO DA FÉ DE DEUS
Fé do tipo da fé de Deus baseia-se totalmente na Palavra de Deus, e consiste em:
1º Acreditar nas promessas de Deus que se encontram descritas na sua Palavra.
2º Pôr a Palavra de Deus no seu coração, meditando nela dia e noite como diz em:
Josué 1:8 - "Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes, medita nele, dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque, então, farás prosperar o teu caminho, e, então, prudentemente te conduzirás."
3º Falar o mesmo que Deus diz de si, ou seja, confessar a Palavra de Deus para a sua vida.
Romanos 10:8 - "Mas, que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos".
4º Agir de acordo com aquilo que crê no seu coração, ou seja, de acordo com a Palavra de Deus que foi guardada no seu coração.
3- GRAUS DE FÉ
Do mesmo modo, e de acordo com a Palavra de Deus existem vários graus de fé:
3.1- SEM FÉ
João 20:24-29 - "Ora Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles, quando veio Jesus.
Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sinal dos cravos nas suas mãos, e não meter a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.
E, oito dias depois, estavam outra vez os seus discípulos dentro, e com eles Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco.
Depois, disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente.
Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu.
Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram."
Tomé teve que "ver", "apalpar", "sentir" para crer, e Jesus chamou-lhe de incrédulo. E Jesus ainda disse mais:
Vrs. 29 - "... bem-aventurados os que não viram e creram".
Estar à espera de ver, ou sentir para depois acreditar não é fé.
Fé é crer sem ver, sem sentir ..., por isso Jesus disse, "... bem-aventurados os que não viram e creram". Isso é que é fé.
3.2- FÉ PEQUENA OU POUCA FÉ
Lucas 12:22-31 - "E disse aos seus discípulos: Portanto vos digo: Não estejais apreensivos pela vossa vida, sobre o que comereis; nem pelo corpo, sobre o que vestireis.
Mais é a vida do que o sustento, e o corpo mais do que o vestido.
Considerai os corvos, que nem semeiam, nem segam, nem têm dispensa nem celeiro, e Deus os alimenta; quanto mais valeis vós do que as aves?
E qual de vós, sendo solícito, pode acrescentar um côvado à sua estatura?
Pois, se nem ainda podeis as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?
Considerai os lírios, como eles crescem; não trabalham, nem fiam; e digo-vos que nem ainda Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles.
E, se Deus assim veste a erva, que hoje está no campo, e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?
Não pergunteis, pois, que haveis de comer, ou que haveis de beber, e não andeis inquietos.
Porque as gentes do mundo buscam todas essas coisas; mas vosso Pai sabe que precisais delas.
Buscai, antes, o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas."
Como podemos ver nesta passagem bíblica, Jesus disse que a fé destes homens era pequena, que tinham pouca fé por estarem apreensivos com a vida, ansiosos, preocupados com todos os problemas.
Podemos ver o que aconteceu com o apóstolo Pedro em Mateus 14:27-31:
"Jesus, porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu, não temais.
E respondeu-lhe Pedro, e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo, por cima das águas.
E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas, para ir ter com Jesus.
Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me!
E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, porque duvidaste?"
Enquanto Pedro olhava para Jesus tinha sua fé em Jesus, andou por cima do mar. No momento em que tirou os olhos de Jesus, e olhou para os problemas, para o vento, começou a afundar-se.
Pouca fé é olhar para os problemas da vida, doenças, crises financeiras, etc.
O que fazer então? Para onde devemos olhar?
Devemos olhar para Jesus, para a Palavra de Deus.
3.3- FÉ GRANDE
Mateus 8:5-13 - "E, entrando Jesus em Cafarnaum, chegou junto dele um centurião, rogando-lhe,
E dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa, paralítico e violentamente atormentado.
E Jesus lhe disse: Eu irei e lhe darei saúde.
E o centurião, respondendo, disse-lhe: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas, dize sómente uma palavra, e o meu criado sarará;
Pois também eu sou homem sob autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu criado: faz isto, e ele faz.
E maravilhou-se Jesus, ouvindo isto, e disse aos que o seguiam: em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé.
Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaac, e Jacó, no reino dos céus;
E os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores: ali haverá pranto e ranger dentes.
Então disse Jesus ao centurião: vai, e como creste te seja feito. E naquela mesma hora o seu criado sarou."
Nesta passagem bíblica podemos ver que o centurião pura e simplesmente acreditou que ia acontecer tal e qual o que Jesus ordenasse. Por isso ele disse "... basta que digas sómente uma palavra e o meu criado sarará".
No versículo 10, diz que Jesus se maravilhou e disse "nem mesmo em Israel encontrei tanta fé".
FÉ GRANDE é olhar para a Palavra de Deus e não para os problemas.
FÉ GRANDE é pensar no que a Palavra de Deus diz em relação ao seu problema.
FÉ GRANDE é falar o mesmo que a Palavra de Deus diz.
3.4- FÉ SOBRENATURAL
Fé Sobrenatural é quando Deus, através dos dons do Espírito Santo acrescenta à sua fé a fé de Deus ajudando-o a executar determinada tarefa.
I Coríntios 12:4-11 - "Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.
E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.
E há diversidade de operações mas é o mesmo Deus que opera tudo, em todos.
Mas, a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.
Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;
E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;
E a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.
Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente, a cada um, como quer".
Dom da Fé é um dos dons do Espírito Santo.
Também podemos ver um exemplo de Fé Sobrenatural quando Daniel foi lançado na cova dos leões.
3.5- UNIR A FÉ DE DUAS PESSOAS
Quando uma pessoa não se sente com força, ou seja, quando se apercebe de que a sua fé não é suficiente para vencer determinado problema, em qualquer área, então, vem pedir ajuda ao Pastor. É feita a oração em união de fé - a fé de duas pessoas é junta a favor de uma delas.
4- COMO TESTAR O GRAU DA SUA FÉ
Pode testar o grau da sua fé do seguinte modo:
4.1- Se sÓ acredita depois de ver, entÃo a sua fé nessa Área é zero
Por exemplo: Se disser "Eu só creio que estou curado depois de me sentir bem, e ver-me curado".
4.2- SE VIVE PREOCUPADO, ANSIOSO EM RELAÇÃO POR EXEMPLO À SUA FAMÍLIA, SAÚDE OU FINANÇAS - ENTÃO NESSA ÁREA A SUA FÉ É PEQUENA
Exemplos:
"Eu sei que Deus diz que supre todas as minhas necessidades, "MAS" na verdade eu não sei bem como o dinheiro me vai chegar até ao fim do mês"
"Eu sei que Deus dá ordem aos seus anjos para me protegerem mas anda para aí tanta ladroagem ..."
"Eu já entreguei o problema do meu marido e do meu filho a Deus, mas tenho tanto receio que ..."
4.3- SE VIVE OLHANDO PARA O PROBLEMA ENTÃO AÍ NESSA ÁREA A SUA FÉ É PEQUENA
Por exemplo: "Eu creio que recebi a minha cura quando fiz a oração da fé, mas esta minha artrite ..."
4.4- Quando olha para a Palavra de Deus e nÃo para o problema
Quando pensa no que a Palavra de Deus diz e não no que o problema diz.
Quando fala o que a Palavra de Deus diz e não fala de acordo com o problema - então aí a sua fé é grande.
SOLUÇÃO
Romanos 10 :17 - "De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus"
Se verificar que numa determinada área a sua fé é nula ou pequena, encha o seu coração da Palavra de Deus, com respeito a essa área da sua vida
Exemplos
Área da Saúde: ouça a Palavra de Deus em relação a Cura Divina (Isaías 53:4, 5; Actos 10:38; Salmos 103:3), etc.
Área de Finanças: ouça a Palavra de Deus no que diz respeito a prosperidade (Malaquias 3:10, 11; Filipen-ses 4:19; Isaías 1:19), etc.

Os dons do Espirito Santo

Todo movimento de renovação espiritual,
para ser legítimo,
precisa aceitar e pôr em prática, de forma irrestrita,
as doutrinas bíblicas relacionadas à ação do Espírito Santo.


E uma delas é a existência dos dons espirituais
para os nossos dias. Os dons são ferramentas que o Espírito de Deus entrega aos crentes,  conforme sua vontade
e propósito, sempre visando à edificação
do Corpo de Cristo

A Igreja está envolvida numa intensa batalha espiritual. Seus conflitos não se travam contra poderes humanos, mas contra potestades do mal. Por isso, é importante ter recursos espirituais para lutar contra os poderes que escravizam o homem, levando-o ao pecado.


Os dons são para hoje ou não?

Para os grupos carismáticos e pentecostais, a atualidade dos dons espirituais é um fato incontestável. Mas não ocorre a mesma coisa nas igrejas chamadas de históricas ou tradicionais. Nestas, a não-aceitação da atualidade dos dons sempre foi motivo de discussões e divisões.
Para alguns teólogos, os dons eram apenas para os dias apostólicos, para a igreja primitiva. Quem pensa dessa maneira toma por base o texto de 1Co 13: 8-10. A expressão “quando vier o que é perfeito”, no v. 10, significaria que, ao cessar a era apostólica, ou quando estivesse completo o cânon do Novo Testamento, também cessariam os dons. Contudo, a crença de que os dons eram apenas para o primeiro século da era cristã não é unanimidade nem mesmo dentro das igrejas históricas.
Os argumentos favoráveis à existência dos dons para os nossos dias são muito mais convincentes. Há em 1Co 13: 8-10 uma clara referência à volta de Cristo. Só após a segunda vinda de Cristo é que não mais precisaremos usar os dons.
Jesus prometeu capacitar os crentes para a pregação da Palavra, Lc 10: 19. A história da Igreja confirma o uso dos dons nos seguintes períodos: IV século - Irineu, Tertuliano, Crisóstomo e Agostinho; séculos V ao XV, os valdenses, os albigenses, os jansenitas e os pietistas alemães; no século XIX, os metodistas; os quakers, Wesley, Whitefield, Moody, além de outros que passaram por essa experiência.
A diversidade de dons
Os dons têm sua origem na ação do Espírito Santo, 1Co 12: 1-11. Ele é quem os distribui soberanamente aos crentes, com objetivos específicos, 1Co 12: 7, 11.
Geralmente, ao estudarmos os dons espirituais nos prendemos àqueles mencionados em 1Co 12. Mas há diferentes listas de dons no Novo Testamento:
Romanos 12: 6-8: profetizar, ministrar, exortar, contribuir, presidir e exercer misericórdia. O contexto desses versículos enfatiza que todos somos membros do Corpo de Cristo e dependemos uns dos outros. Cada crente contribui para o crescimento do Corpo, usando o dom específico que tem recebido.
Efésios 4: 11-16: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores-mestres. Através desses ministérios os crentes são equipados para o serviço. À proporção que cada um presta sua contribuição, todo o corpo vai sendo edificado, v. 12, e cada membro em particular vai crescendo e adquirindo maturidade espiritual, vv. 13-16.
1Coríntios 12: 4-10: palavra de sabedoria, palavra de conhecimento, fé, dons de curar, operações de milagres, profecia, discernimento de espíritos, variedade de línguas, interpretação de línguas. Essa passagem, juntamente com os vv. 28 a 31, se complementa ao narrar os dons do Espírito Santo. No v. 7 o apóstolo ensina duas grandes lições. A primeira é de que o Espírito concede dons a cada crente: “a manifestação do Espírito é concedida a cada um...”. Outra lição é a do fim proveitoso dos dons. Não há distribuição de dom sem finalidade específica.
1Coríntios 12: 28: apóstolos, profetas, mestres, operadores de milagres, dons de curar, socorros, governar, variedades de línguas.
1Pedro 4: 10-11: falar, servir. O objetivo dessa passagem é acentuar que, se o crente  recebe um dom espiritual, deve empregá-lo a serviço dos outros membros, conforme o poder de Deus e para a glória do Senhor.
Manifestação do Espírito no Antigo e Novo Testamentos
Há uma nítida diferença entre o agir do Espírito no Antigo Testamento e no Novo. No AT, o Espírito Santo agia sobre algumas pessoas específicas, com um propósito especial, dando-lhes capacidade para executarem certas tarefas. Alguns exemplos:
  • Belzaleel recebeu habilidades para trabalhar na obra
    do tabernáculo, Êx 35: 30-31;
     
  • Otoniel, Gideão, Jefté e outros receberam poder
    vindo do Espírito para livrar e governar Israel;
     
  • veja também estas ações especiais do Espírito no AT, dando habilidade específicas a certas pessoas para profetizar, Nm 11:26-27; operar milagres, Js 10: 12-13; ter fé, 1Re 18: 23-30; ter discernimento, 2Rs 5: 25-27; ter sabedoria, 1Rs 4: 29 e Gn 41: 25.
No Novo Testamento, no entanto, há uma nova perspectiva sobre o mover do Espírito Santo. Vê-se que o Espírito age irrestritamente no Corpo de Cristo. Ele é o selo que identifica que o salvo é propriedade de Deus, Ef 1: 13; 4: 30. Todo salvo tem o Espírito, Rm 8: 9. O Espírito é quem habilita os crentes para o serviço cristão. Ele é o distribuidor dos dons.

Conclusões

Há algumas importantes lições que temos de ter em mente sobre os dons:
1.  devemos procurar com zelo os melhores dons, ou seja, aqueles que trazem edificação aos irmãos, 1Co 12: 31;
2.  os dons devem ser usados para o benefício da igreja e não para proveito próprio;
3.  cada cristão deve procurar desenvolver seus dons,
1Tm 4: 14 e 2Tm 1: 6;
4.  se os dons não forem bem usados poderão provocar  confusão no seio da Igreja, causando escândalo à obra de Deus;
5.  o exercício dos dons espirituais não indica o grau de espiritualidade de uma pessoa. Compare 1Co 1: 4-7 com
1Co 3: 1-3. Embora os coríntios tivessem muitos dons, foram chamados de crianças em Cristo. O termômetro para se medir a espiritualidade de um crente é o fruto do Espírito,
Gl 5: 22-23.
6.  Os dons só terão valor diante de Deus se forem exercidos com amor.


Estudo Sobre o Espirito Santo

O ESPIRITO SANTO   
                A doutrina do Espírito santo, a julgar pelo lugar que ocupa nas Escrituras, está em primeiro lugar entre as verdades redentoras. Com exceção das epistolas 2e3 de João, todos os livros do novo testamento contêm referências à obra do Espírito; todos os evangelhos começam com uma promessa do derramamento do Espírito Santo.
              No entanto, é reconhecida como a doutrina mais negligenciada. O formalismo e um medo indevido do fanatismo têm produzido uma reação contra a ênfase na obra do Espírito na experiência pessoal.
              Naturalmente, este fato resultou na decadência espiritual, pois não pode haver um cristianismo vivo sem o Espírito. Somente ele pode fazer real o que a obra de Cristo possibilitou. Inácio, grande pastor da igreja primitiva, disse:
                A graça do Espírito Põe a maquinaria da redenção em conexão vital com a alma. A parte de Espírito, a cruz permanece inerte, uma imensa maquina parada, e em volta dela permanecem imóveis as pedras do edifício. Somente quanto se colocar a “corda” é que se poderá proceder à obra de elevar a vida do individuo, pela fé, o pelo amor, para alcançar o lugar preparando para ela na igreja de Deus     









                                                                                






Esboço
I. A natureza do Espírito Santo.
1.       Os nomes do Espírito Santo
·         Espírito de Deus
·         Espírito de Cristo
·         O Consolador
·         Espírito Santo
·         Espírito da Promessa
·         Espírito da Verdade
·         Espírito da Graça
·         Espírito da Vida
·         Espírito de Adoção
2.       Símbolos do Espírito
·         Fogo
·         Vento
·         Água
·         Selo
·         Azeite
·         Pomba
                                                  
                                                                      1. A natureza do Espírito santo.                   
Quem é o Espírito santo? A resposta a esta pergunta encontrar-se-á no estudo dos nomes que lhe foram dados, os símbolos que ilustram suas obras.
1.                  Os Nomes do Espírito Santo.
[a] Espírito de Deus. O Espírito é o executivo da dinvidade, operando tanto na esfera física como na moral.
Por intermédio do Espírito, Deus criou e preserva o universo. Por meio do Espírito ---‘’o dedo de Deus’’(Luc. 11;20)—Deus opera na esfera espiritual, convertendo os pecadores,santificando e sustentando os crentes.
1)      É o Espírito Santo divino no sentido absoluto? Sim. Prova-se sua divindade pelos seguintes fatos:
Atributos divinos lhe são aplicados; ele é eterno, onipresente, onipotente, e onisciente (Heb. 9:14; Sal.139;7-10; Luc.11;20. 1Cor.2;10-11).Obras divinas lhe são atribuídas, como sejam: criação, regeneração e ressurreição(Gn.1:2 ;Jó 33:4; João 3:5-8; Rom.8:11). É classificado junto com o pai e o filho (1Cor. 12;4-6; 2Cor. 13:13; Mat. 28:19; Apoc.1:4).
       2)  O Espírito Santo é uma pessoa ou apenas uma influencia? Muitas vezes descreve-se o Espírito duma maneira impessoal – como o Sopro que preenche a Unção que unge, e o fogo que ilumina e aquece a água que é derramada e o Som do qual todos participam. Contudo, esses nomes são meramente descrições das suas operações. Descreve-se o Espírito duma maneira que não deixa duvida quanto à sua personalidade. Ele exerce os atributos de personalidade-mente (Rom. 8:27); vontade (1cor. 12:11); Sentimento (Efés 4:30). Atividades pessoais lhe são atribuídas: Ele revela (2Ped. 1:21), ensina (João 14:26); clama (Gal. 4:6); Intercede (Rom. 8:26); fala (Apo. 2:7); ordena (Atos 16:6,7); Testifica (João 15:26). Ele pode ser entristecido (Efes. 4:30); Contra ele se pode mentir (Atos 5.3)e Blasfemar (mat. 12:31,32)
      Sua personalidade é indicada pelo fato de que se manifestou em forma visível de pomba (Mat. 3:16) e pelo fato de que ele se distingue dos seus dons (1Cor. 12:11).
      Alguns talvez tenham negado a personalidade do Espírito porque ele é descrito como tendo corpo ou forma. Mas é preciso distinguir a personalidade e a forma corpórea (possuir corpo). A personalidade é aquilo que possui inteligência, sentimento e vontade; ela não requer necessariamente um corpo. Alem disso, a falta duma forma definida não é argumento contra a realidade. O vento é real apesar de não possuir forma. (João 3:8)
      Não é difícil formar um conceito de Deus pai ou do Senhor Jesus Cristo, mas Alguns têm confessado certa dificuldade em formar um conceito claro do Espírito Santo. A razão é Dupla: Primeiro, nas escrituras as operações do Espírito são invisíveis, secretas, e internas; segundo, Espírito Santo nunca fala de si mesmo nem se apresenta si mesmo. Ele Sempre vem em nomes de outro. Ele se oculta atrás do Senhor Jesus Cristo e nas profundezas do nosso homem interior. Ele nunca chama a atenção para si próprio, mas sempre para a vontade de Deus e para a obra salvadora de Cristo. “Não falará de si mesmo” (João 16:13).
      3)  É o Espírito Santo uma personalidade distinta e separada de Deus? Sim; o Espírito procede de Deus, é enviado de Deus, é dom de Deus aos homens. No entanto, o Espírito não é independente de Deus. Ele Sempre representa o único Deus operando nas esferas do pensamento, da vontade, da atividade. O fato de o Espírito poder ser um com Deus e ao mesmo tempo ser distinto de Deus é parte do grande mistério da trindade.
     
[b] Espírito de Cristo. (Rom. 8:9) Não há nenhuma distinção especial entre expressões Espírito de Deus, Espírito de Cristo, e Espírito Santo. Há somente um Espírito Santo, da mesma maneira com há somente um Deus e um Filho. Mas o Espírito Santo tem muitos nomes que descrevem seus diversos ministérios.
      Por que o Espírito é chamado o Espírito de Cristo?(1) Porque ele é enviado em nome de Cristo (João 14:26). (2) Porque ele é Espírito enviado por Cristo. O Espírito é o principio da vida espiritual pela qual os homens são nascidos no reino de Deus. Essa nova vida é comunicada e mantida por Cristo (João 1:12,13; 4:10; 7:38), Que também batiza com o Espírito Santo(mat. 3:11).(3)e´chamado espírito de cristo porque sua missão especial nesta época e a de
Glorificar a cristo  João 16;14 sua obra especial acha se em conexão com aquele
Que viveu; morreu; ressuscitou eascendeu ao céu. Ele torna real nos crentes o
Que cristo fez por eles. 4 o cristo glorificado esta presente na igreja e nos crentes pelo espírito santo .
Ouve se sempre que o espírito veio tomar o lugar de cristo; mas e mais correto dizer que ele veio tornar real a cristo.
O espírito santo torna possível e real onipresença de cristo no mundo mat.18; 20 e sua habitação nos crente.
A conexão entre cristo e o espírito é tão intima que se diz que tanto cristo como também o espírito habitam no crente
Gal.2;20 rom.8;9;10 e o crente esta tanto   em cristo  como  no espírito ;
Graças ao espírito santo, a vida de cristo torna se a nossa vida em cristo.

[C] o consolador. Esse e o titulo dado ao espírito no evangelho de João, Capítulos 14 a 17. Um estudo de fundo histórico desde capítulos revelara o Significado do  dom . Os discípulos haviam tomado sua ultima ceia com o mestre.
Os seus corações estavam tristes pensando na sua partida, e estavam oprimidos pelo sentimento de  fraqueza
E debilidade. Quem nos ajudara quando ele partir? Quem nos ensinara e nos guiara? Quem estará conosco quando pregarmos e ensinarmos? Com poderemos enfrentar um mundo hostil?   Cristo aquietou esses temores infundados com esta promessa; Eu rogarei ao pai ,e ele vos Dara outro consolador ,para que fique convosco para sempre ‘’ João 14;16 ]
A palavra ‘’consolador’’  ( paracleto,no grego) significa alguém chamado para ficar ao lado  de    outrem ,como o
Propósito de ajudá-lo em qualquer eventualidade, especialmente em processos legais e criminas. Era costume nos tribunais antigos, as partes aparecerem no tribunal assistidas por um ou mais dos seus Amigos mais prestigiosos, que no grego chamavam ‘’paracleto’’, e em latim, ’’advocatus’’. Estes assistiam seus amigos, não pela recompensa ou remuneração, Mas por amor e consideração; a vantagem da sua presença pessoal era  a ajuda  dos seus sábios conselhos . Eles orientavam seus amigos quanto ao que deviam dizer e fazer; falavam por eles; representavam-nos, faziam da causa De seus amigos sua própria causa; amparavam-nos nas provas, dificuldades, e perigos da situação.
Foi essa também a relação do senhor Jesus com seus discípulos durante seu ministério na terra, E naturalmente eles sentiam tristeza ao pensarem na sua partida. Mas ele os consolou com a promessa  de outro consolador  que seria seu defensor ,seu ajudador  e instrutor durante  A sua ausência .  O espírito santo  é chamado ‘’outro’’ consolador porque seria  ele ,em forma invisível aos discípulos  Justamente o que Jesus lhes havia sido  em  forma visível .
A palavra ‘’outro’’ faz distinção entre o Espírito Santo e Jesus; no entanto, coloca-os no mesmo nível. JESUS enviou o ESPIRITO; mas, JESUS vem espiritualmente a seus discípulos pelo Espírito. O Espírito Santo e o sucessor de cristo como também a sua presença. O Espírito Santo torna possível e real a presença  continua de CRISTO na igreja .
É ele quem faz com que a pessoa de cristo habite nos crentes de maneira que possam dizer com Paulo ‘’CRISTO VIVE EM MIM. ‘’ por conseguinte, é a vida de cristo, sua natureza. Seus sentimentos e suas  virtudes que o espírito  comunica aos crentes. É segundo a semelhança  de Cristo que ele os transforma,segundo o modelo que Cristo nos deixara.Sem Cristo o Espírito  não tem nada a produzir no coração do crente.se eliminasse a Cristo e sua palavra, seria como remover do estúdio do fotógrafo a pessoa a ser fotografada,cujas feições a luz não fixaria na chapa,por estar a pessoa ausente.
A vinda do consolador não significa que cristo cessasse de ser AJUDADOR e ADVOGADO do seu povo.  João nos informa
Que ele ainda desempenha esse ofício [1joão; 2;1] Cristo,cuja espera de ação é no céu ,defende os discípulos contra
As acusações do ‘’acusador dos irmãos ‘.’ao mesmo tempo O Espírito ,cuja esfera de ação é na terra, faz calar os
Adversários da igreja pela vitoria da fé que vence o mundo. Assim como Cristo é paracleto no céu. Assim O Espírito
E paracleto na terra. O Cristo glorificado  não somente envia  O Espírito mas também se manifesta por meio do
Espírito.  Carne ele podia estar somente em um lugar de cada vez; na sua vida glorificada ele é onipresente pelo
Espírito.  Sua vida terrestre,  habitava no interior dos homens; pelo Espírito ele pode habitar na profundidade de sua almas.Certo escrito esclareceu essa verdade da seguinte maneira ;SE ele tivesse permanecido na
Terra em sua vida física, ele teria sido somente um exemplo a ser copiado; mas, desde que subiu  a seu pai  e enviou o
Seu  espírito, então ele representou uma vida a ser vivida. Se tivesse permanecido visível e tangível conosco, sua relação; para conosco seria meramente como o modelo é para o artista que esculpe o mármore. Mas não seria como a
Idéia e a inspiração que produzem a verdadeira obra de arte. SE tivesse permanecido na terra. Ele teria objeto de prolongada  observação de estudo cientifico .e sempre teria Estado fora de nós, externo para nós ;uma voz externa;uma vida externa.um exemplo externo.... Mas graças a seu Espirito, agora ele pode viver em nós como a verdadeira Alma, da nossa alma,,o verdadeiro Espírito do nosso espírito , a verdade da nossa mente ,O Amor do nosso coração ,e o
Desejo da nossa Vontade. Se a atuação do Espírito é comunicar obra do filho, que vantagem haveria na partida de um a fim de fazer possível a vinda do outro?Resposta; não é o Cristo Terreno que O Espírito comunica, mas o CRISTO celestial- o CRISTO reinvestido do  seu poder eterno,revestido de gloria celestial.O DR.A .J. Gordon empregou a seguinte ilustração; E como se um pai , cujo parente tivesse falecido ,dissesse a seus filhos ;’’somos pobre ,mas tornei-me herdeiro de um parente rico .se  vocês  estão dispostos  a me deixarem ausentar de casa  a fim de ir além –mar para receber a herança .enviarei a vocês mil vezes mais do que  poderia dar se permanecesse com vocês .A Vida  de Cristo na terra representa os dias de sua pobreza [cor .8;9]e humilhação ;na cruz ele ganhou as riquezas de suas graça [Efés 1;7] no trono assegurou as riquezas  da sua glória [efés.3;16] depois da sua ascensão ao pai ele enviou O espírito para comunicar  as riquezas da sua herança .pela sua ascensão,Cristo  teria mais para oferecer ,e a igreja teria mais para receber [João 16;12;14;12.]’’O rio da vida disporá de mais força em razão da fonte mais elevada da qual procede.o consolador ensina as coisas de cristo , no entanto, ensina mais do que cristo ensinou . Até á Crucificação, á Ressurreição, e a ascensão, o conjunto da doutrina cristã ainda estava incompleto e, portanto, não poderia ser plenamente  comunicado aos discípulos de cristo .em joão 16;12,13,e como JESUS dissesse;’’tenho-vos encaminhado um pouco no conhecimento da minha doutrina ;ele vos conduzirá até ao fim do caminho.’’A  ascensão teve por finalidade trazer maior comunicação da verdade como também maior comunicação de poder .
 [d] ESPIRITO SANTO. Ele é chamado santo, porque é O espírito do santo, e porque sua obra principal é a santificação. Necessitamos dum salvador por duas razões; para fazer alguma coisa por nós, e alguma coisa em nós. JESUS fez o primeiro ao morrer por nós; e pelo Espírito Santo ele habita  em nós transmitindo ás nossas almas a sua  vida divina .O Espírito Santo  veio para reorganizar a natureza do homem e para  opor-se a todas  as suas tendências más .
[E]ESPIRITO DA PROMESSA .o espírito santo é chamado assim porque sua graça  e seu poder são umas das bênçãos principais prometidas no antigo testamento .[ezeq.36;7joel2;28].A prerrogativa  mais elevadas de cristo, ou Messias ,era a de conceder o Espírito ,e esta prerrogativa JESUS  a reivindicou quando disse; ‘’’EIS que sobre vós envio a promessa de meu pai’’’[LUC 24;49;GÁT.3;14].
[f] ESPIRITO DA VERDADE .o propósito da encarnação foi revelar o pai;a missão do consolador o filho. AO contemplar-se um quadro a óleo, qualquer pessoa notará muita beleza de cor e forma; mas compreender o significado intrínseco do quadro e apreciar o seu verdadeiro propósito precisara de um interprete experiente. O espírito santo é o intérprete  de Jesus cristo .ele não oferece uma nova e diferente revelação,mas abre as
Mente dos homens para verem o mais profundo significado da vida e das palavras de cristo. Como o filho não falou de si
Mesmo, mas falou o que recebeu do pai, assim o espírito não fala de si mesmo, como se fosse fonte  independente de
Conhecimento, mas declara o que ouviu daquela vida intima da divindade.

[g]. ESPIRITO DA GRAÇA. [HEB. 10; 29;] [zac. 12; 10] o espírito santo dá graça ao homem para que se arrependa, quando peleja com ele; concede o poder para santificação, perseverança e serviço. Aquele que trata com desdém ao espírito da graça afasta o único que pode tocar ou comover o coração, e assim se separa a si mesmo da misericórdia de Deus.

[h] Espírito da vida. (Rom. 8.2; Apoc 11:11 ) um credo antigo dizia  “ creio no Espírito santo, o Senhor, e Doador da vida. “  O espírito é aquela pessoa da Divindade  cujo ofício especial é a criação e a preservação da vida natural e espiritual.

[i] Espírito de adoração ( Rom. 8.15 )  quando a pessoa é salva, não somente lhe é dado o nome de filhos de Deus, e adotada na família divina, mas também recebe dentro de sua alma o conhecimento de que participa da natureza divina. Assim escreve o bispo Andrews: “como Cristo é nossa testemunha no céu, assim aqui na terra o espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.”     

    
2.       Símbolo do espírito.

  Alguém disse: “as palavras são veículos inadequados para transmitir a verdade. Quando muito, apenas revelam a metade das profundidades do pensamento.” Deus achou por bem ilustrar com símbolos  o que de outra maneira, devido á pobreza de linguagem humana, nunca poderíamos saber. Os seguintes símbolos  são empregados para descrever as operações do Espírito Santo:

(a)    Fogo. (Isa. 4;4 Mat. 3: 11; Luc. 3 16)  O fogo ilustra a limpeza, a purificação, a intrepidez ardente, e o zelo produzindo pela unção do Espírito. O  Espiríto é  comparado ao fogo porque o fogo porque o fogo aquece, ilumina, espalha-se e purifica.  ( Vide Jer. 20:9 )
(b)   Vento. Ezeq. 37:7-10: João; 3:8; Atos 2:2. O vento simboliza a obra regeneradora  do Espiríto e é indicativo da sua misteriosa operação independente, penetra, vivificante e purificante.
(c)    Água. ( Êxo. 17:6; Ezeq. 36:25-27; 47:1; João 3:5; 4: 14; 7:38, 39) O Espiríto  e a fonte da água viva, a mais pura, e a melhor, porque  ele é um verdadeiro rio de vida__ inundando as nossas  almas, e limpando a poeira do pecado. O poder do espírito opera no reino espiritual o que a água faz na ordem material. A água purifica, refresca, sacia a sede, e torna frutífera a estéril. Ela purifica o que está sujo e restaurar a limpeza. È um símbolo adequado da graça divina  que não somente purifica a alma mas também lhe acrescenta a beleza divina. A água é um elemento indispensável na vida física; o Espiríto Santo é um elemento indispensável na vida espiritual.
Qual é o significado da expressão “água viva “ ? È viva em contraste com as águas fétidas de cisternas e  brejos:  é água que  salta, correndo sempre da sua fonte, sempre evidenciado vida. Se essa água for detida num reservatório. Interrompida sua corrente, separada da sua fonte, já não se pode dizer em contato com á fonte divina em Cristo.        Kuhruuiu  
(d)   Selo. (Efes. 1. 13; Tim. 2 19.) Essas ilustração exprime os seguintes pensamento: (1) Possessão. A impressão dum selo dá a entender uma relação com dono do selo, e é um sinal seguro de algo que lhe pertence. Os crentes são  propriedade de Deus, e sabe-se que o são pelo Espírito que neles habita. O seguinte costume era comum em Èfeso no tempo de Paulo. Um negociante ia ao porto  selecionar certa madeira e então a marcava com seu selo__ um sinal    de reconhecimento da possessão. Mais tarde mandava seu servo com o selo, e ele trazia  madeira que tivesse a marca  correspondente. ( Vide 2 Tim. 2: 19.) (2) A idéia de segurança também  está incluída. ( Èfes. 1: 13. Vide Apo. 7: 3)  O  Espírito inspira um sentimento de segurança e certeza no coração do crente. ( Rom. 8: 16). Ele é o penhor ou as primícias da nossa herança celestial, uma garantia da glória vindoura. Os crentes têm sido selados, mas devem ter cuidado que não façam alguma coisa que destrua a impressão do selo. (Èfes. 4:30)    
(e)   Azeite. O azeite é, talvez, o mais comum e mais conhecido símbolo do Espírito. Quando se usava o azeite no ritual do antigo testamento, falava-se de utilidade, frutificação, beleza, vida e transformação. Geralmente era usado  como alimento, para iluminação, Lubrificação, cura, e alívio da pele. Da mesma  maneira na ordem espiritual, o Espírito fortalece, ilumina, liberta, cura e alivia a alma.
(f)                                                            Pomba. A pomba, como símbolo significa brandura, doçura, amabilidade inocência, suavidade, paz, pureza e paciência. Entre os sírios é emblema dos poderes vivificantes da natureza. Uma tradição judaica traduz Gên. 1:2 da seguinte maneira.  “O Espírito de Deus como pomba pousava sobre as águas. ’’ Cristo falou da pomba como a encarnação da  simplicidade, uma das belas característica dos seus discípulos.