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sábado, 1 de outubro de 2011
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011
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Na Rua do mercado Magil Ao Lado do Salão da Heida
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domingo, 7 de agosto de 2011
A Lei da Analogia da Fé
ESTUDOS EM HERMENÊUTICA BÍBLICA
Ou, Leis Básicas de Interpretação da Bíblia
Pr. Davis W. Huckabee
Consideramos aqui de novo a Lei que está relacionada com a Lei anterior, embora com uma abrangência bem maior. A Lei Sete lidava com a "Referência Paralela" isto é, com a consideração de assuntos relacionados dentro do mesmo tema geral. Observamos então que deve haver harmonia geral entre as divisões de qualquer assunto se são ambos verdadeiros. Mas agora devemos ir ainda mais além e considerar que se as Escrituras são na realidade uma revelação de Deus, dadas para revelar Sua vontade para o homem, então todas Elas devem harmonizar umas com as outras. A qualquer momento em que uma de nossas interpretações contradisser outra interpretação, há evidência de que uma ou outra ou ambas são falsas, pois o Deus perfeito e santo não pode dar uma revelação imperfeita ou falsa. O homem erra com suas interpretações, suas traduções, e de outras maneiras, mas não se pode culpar Deus por isso. Era comum os teólogos falarem sobre "A Analogia da Fé", mas poucos hoje sabem o que isso significa.
Com "Analogia da Fé" o que se quer dizer é o inter-relacionamento harmonioso de todas as doutrinas dentro dos limites das Escrituras. As doutrinas da Bíblia não se chocam nem se contradizem, mas constituem um só sistema complexo da verdade. Nas Escrituras, é isso o que se chama "A Fé", pois há uma vasta diferença entre o verbo crer, ou, ter fé, e o substantivo "a fé", que é o objeto ao qual a fé do crente se dirige. T. T. Eaton salientou de modo bem hábil essa diferença quase um século atrás.
"A fé do Novo Testamento é bem mais do que a mera aceitação de certos ensinos. Ter fé é mais do que crer. Um homem pode crer em tudo na Bíblia, de capa a capa, e ainda estar perdido. A fé do Evangelho é uma confiança do coração em Cristo como Salvador e Senhor, o coração que inclui a vontade, de modo que a ação vem em seguida" O que devemos crer, o que devemos ser e o que devemos fazer "de acordo com as Escrituras" " essa é "a fé" que foi entregue uma vez por todas e pela qual devermos "batalhar diligentemente" " epi-agonize" O grego é epagonizesthai, "epi-agonize " e é a palavra mais forte em qualquer língua, até onde eu saiba, que expressa intensidade da luta. No Novo Testamento, só ocorre aqui [quer dizer, em Judas 3 " DWH]. Devemos agonizar para entrar pela porta estreita [Lucas 13:24 "DWH], mas devemos epi-agonize pela "fé que uma vez foi dada aos santos". Essa, então, é a luta suprema de nossa existência. É mais importante que "a fé" seja mantida do que qualquer outra coisa, sim, do que nossa própria salvação como indivíduos. Devemos agonizar pela nossa salvação, mas epi-agonize pela fé". " Fé e A Fé, pp. 35, 45, 48-49.
A Lei da Analogia da Fé requer que toda interpretação que é aplicada a alguma palavra, versículo ou doutrina das Escrituras esteja em harmonia com o corpo geral da verdade em todo o restante das Escrituras. Não se pode tolerar interpretação alguma que contrarie a Palavra, em parte ou em tudo. Vê-se a importância dessa Lei no seguinte fato: quando é aplicada a uma parte da Palavra, uma interpretação equivocada tira a harmonia dessa parte com outra. Isso requer então reajustamente da interpretação da segunda parte, que pois a torna fora de harmonia com uma terceira parte, e assim por diante. O erro sempre progride e em nenhum lugar isso é mais evidente do que o erro na interpretação da Bíblia.
Mais uma vez, isso manifesta que o estudante sério da Bíblia não pode ser nem preguiçoso nem descuidado, pois deve haver um conhecimento completo de todas as doutrinas da Bíblia a fim de se colocar essa Lei em ação. Por isso, surge também o fato de novo de que o método correto de interpretação da Bíblia envolve muito de "comparar as coisas espirituais com as espirituais".
A religião cristã não é um punhado de doutrinas isoladas ajuntadas num sistema desarmonioso e discordante, mas tem um grande foco central, em redor do qual todas as coisas nele giram, e esse centro é Cristo. É interessante observar que na medida em que o sol é o centro de nosso próprio sistema solar, assim Cristo é às vezes mencionado como o "Sol", e outros termos tais que indicam que Ele é o centro do mundo espiritual. As Escrituras revelam Cristo nas seguintes personalidades: O Criador do Mundo, o Sustentador do Mundo, o Revelador do Pai, o Redentor dos homens, o Advogado junto do Pai, a Cabeça da Igreja, o Rei Vindouro do Mundo e o Juiz de todos os homens. Numa palavra, Ele é a fonte, sustentador e fim de toda a criação. "Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém"" (Romanos 11:36)
Não só isso é assim, mas as Escrituras inteiras lidam com Ele de modo maior ou menor. Por esse motivo, está escrito: "Porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia". (Apocalipse 19:10) Sendo isso assim, é totalmente natural que todas as doutrinas das Escrituras sejam inter-relacionadas mediante o Senhor Jesus, e isso nos dá a razão para sempre buscar interpretar todas as partes da Palavra em harmonia com todas as outras partes das Escrituras. A Bíblia é, como convertidos sem cultura em algumas terras a têm chamado, "O Livro de Jesus", pois Ele é a pessoa central nela, e todas as coisas que ela contém estão de alguma maneira relacionadas a Ele. Todas as doutrinas da Bíblia estão inter-relacionadas mediante o Senhor Jesus, e é por isso que se deve sempre considerar essa inter-relação em nossa interpretação da Bíblia. Fazer outra coisa é ignorar essa Lei da Analogia da Fé, e talvez produzir, através de nossa interpretação, um antagonismo entre duas doutrinas das Escrituras.
A Fé Cristã
A simples fé implica uma disposição de alma para confiar noutra pessoa. Difere de credulidade, porque aquilo em que a fé tem confiança é verdadeiro de fato, e, ainda que muitas vezes transcenda a nossa razão, não lhe é contrário. A credulidade, porém, alimenta-se de coisas imaginárias, e é cultivada pela simples imaginação. A fé difere da crença porque é uma confiança do coração e não apenas uma aquiescência intelectual. A fé religiosa é uma confiança tão forte em determinada pessoa ou princípio estabelecido, que produz influência na atividade mental e espiritual dos homens, devendo, normalmente, dirigir a sua vida. A fé é uma atitude, e deve ser um impulso.
A fé cristã é uma completa confiança em Cristo, pela qual se realiza a união com o Seu Espírito, havendo a vontade de viver a vida que Ele aprovaria. Não é uma aceitação cega e desarrazoada, mas um sentimento baseado nos fatos da Sua vida, da Sua obra, do Seu Poder e da Sua Palavra. A revelação é necessariamente uma antecipação da fé. A fé é descrita como “uma simples mas profunda confiança Naquele que de tal modo falou e viveu na luz, que instintivamente os Seus verdadeiros adoradores obedecem à Sua vontade, estando mesmo às escuras”. A mais simples definição de fé é uma confiança que nasce do coração.
II- A Fé no AT
A atitudes para com Deus que no NT a fé nos indica, é largamente designada no AT pela palavra “temor”. O temor está em primeiro lugar que a fé; a reverência em primeiro lugar que a confiança. Mas é perfeitamente claro que a confiança em Deus é princípio essencial no AT, sendo isso particularmente entendido naquela parte do AT, que trata dos princípios que constituem o fundamento das coisas, isto é, nos Salmos e nos Profetas. Não es está longe da verdade, quando se sugere que o “temor do Senhor” contém, pelo menos na sua expressão, o germe da fé no NT. As palavras “confiar” e “confiança” ocorrem muitas vezes; e o mais famoso exemplo está, certamente, na crença de Abraão (Gn 15.6), que nos escritos tanto judaicos como cristãos é considerada como exemplo típico de fé na prática.
III- A Fé, nos Evangelhos
Fé é uma das palavras mais comuns e mais características do NT. A sua significação varia um pouco, mas todas as variedades se aproximam muito. No seu mais simples emprego mostra a confiança de alguém que, diretamente, ou de outra sorte, está em contato com Jesus por meio da palavra proferida, ou da promessa feita. As palavras ou promessas de Jesus estão sempre, ou quase sempre, em determinada relação com a obra e a palavra de Deus. Neste sentido a fé é uma confiança na obra, e na palavra de Deus ou de Cristo. É este o uso comum dos três primeiros Evangelhos (Mt 9.29; 13.58; 15.28; Mc 5.34-36; 9.23; Lc 17.5,6). Esta fé, pelo menos naquele tempo, implicava nos discípulos a confiança de que haviam de realizar a obra para a qual Cristo lhes deu poder; é a fé que opera maravilhas. Na passagem de Mc 11.22-
IV- A Fé, nas Cartas de Paulo
Nós somos justificados, considerados justos, simplesmente pelos merecimentos de Jesus Cristo. As obras não tem valor, são obras de filhos rebeldes. A fé não é uma causa, mas tão somente o instrumento, a estendida mão, com a qual nos apropriamos do dom da justificação, que Jesus pelos méritos expiatórios, está habilitado a oferecer-nos. Este é o ensino da epístola aos Romanos (
V- Fé e Obras
Tem-se afirmado que há contradição entre Paulo e Tiago, com respeito ao lugar que a fé e as obras geralmente tomam, e especialmente em relação a Abraão (Rm 4.2; Tg 2.21).
Fazendo uma comparação cuidadosa entre os dois autores, acharemos depressa que Tiago, pela palavra fé, quer significar uma estéril e especulativa crença, uma simples ortodoxia, sem sinal de vida espiritual. E pelas obras quer ele dizer as que são provenientes da fé. Nós já vimos o que Paulo ensina a respeito sa fé. É ela a obra e dom de Deus na sua origem, e não meramente na cabeça; é uma profunda convicção de que são verdadeiras as promessas de Deus em Cristo, por uma inteira confiança Nele; e deste modo a fé é uma fonte natural e certa de obras, porque se trata duma fé viva, uma fé que atua pelo amor (Gl 5.6).
Paulo condena aquelas obras que, sem fé, reclamam mérito para si próprias; ao passo que Tiago recomenda aquelas obras que são a conseqüência da fé e justificação, que são, na verdade, uma prova de justificação. Tiago condena uma fé morta; Paulo louva uma fé viva. Não há pois, contradição. A fé viva, a fé que justifica e que se manifesta por meio daquelas boas obras, agradáveis a Deus, pode ser conhecida naquela frase já citada: “a fé que atua pelo amor”.
Estudo Sobre os evangelhos
Mateus : O intuito de Mateus e apresentar o Senhor Jesus Cristo como sendo o Messias.
Jesus Cristo e o cumprimento das profecias do AT no que concerne ao Messias.
Marcos: Marcos teve o intuito de apresentar o sofrimento do Homem que na verdade era o Filho de Deus o Senhor Jesus Cristo.
Lucas : Lucas teve o intuito de apresentar o Senhor Jesus Cristo como o salvador do mundo, ou seja aquele que veio trazer as boas novas da salvação a toda a humanidade.
Jesus Cristo e o cumprimento das profecias do AT no que concerne ao Messias.
Marcos: Marcos teve o intuito de apresentar o sofrimento do Homem que na verdade era o Filho de Deus o Senhor Jesus Cristo.
Lucas : Lucas teve o intuito de apresentar o Senhor Jesus Cristo como o salvador do mundo, ou seja aquele que veio trazer as boas novas da salvação a toda a humanidade.
João: retrata Jesus como homem/Deus. o capítulo 1 deixa bem claro isso. Enquanto os evangelhos sinóticos se preocupam com a genealogia humana de Jesus, João traz a origem divina de Jesus.
Mateus, Marcos, Lucas e João são escritos da breve biografia de Jesus que relata os últimos dias dele aqui na Terra. Os três evangelhos são considerados pela Teologia como evangelhos sinóticos, ou seja, iguais. Já o evangelho de João é diferente dos três primeiros na questão do conteúdo.
Mateus, Marcos, Lucas- falam mais sobre Jesus como homem.
João - retrata Jesus como homem/Deus. o capítulo 1 deixa bem claro isso. Enquanto os evangelhos sinóticos se preocupam com a genealogia humana de Jesus, João traz a origem divina de Jesus.
# No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. João 1:1
# E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai. João 1:14
Logo, seriam 2 evangelhos: 1º (Mateus, Marcos, Lucas) e 2º João.
Mateus, Marcos, Lucas- falam mais sobre Jesus como homem.
João - retrata Jesus como homem/Deus. o capítulo 1 deixa bem claro isso. Enquanto os evangelhos sinóticos se preocupam com a genealogia humana de Jesus, João traz a origem divina de Jesus.
# No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. João 1:1
# E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai. João 1:14
Logo, seriam 2 evangelhos: 1º (Mateus, Marcos, Lucas) e 2º João.
O Espírito Santo e missões na igreja primitiva
Atos 1: 1-8
O período em que a igreja cristã viveu seu maior crescimento
foi o do primeiro século de nossa era.
Ali começou o movimento de missões.
Os oito primeiros capítulos do livro de Atos dos Apóstolos explicam a razão desse crescimento. Os discípulos deveriam estar revestidos de poder, v. 4, antes de sair para alcançar as nações com o Evangelho.
Em Atos 1: 8 encontramos a base e a amplitude do plano de Deus para que a igreja executasse missões. Focalizaremos neste artigo a igreja primitiva e a obra missionária.
foi o do primeiro século de nossa era.
Ali começou o movimento de missões.
Os oito primeiros capítulos do livro de Atos dos Apóstolos explicam a razão desse crescimento. Os discípulos deveriam estar revestidos de poder, v. 4, antes de sair para alcançar as nações com o Evangelho.
Em Atos 1: 8 encontramos a base e a amplitude do plano de Deus para que a igreja executasse missões. Focalizaremos neste artigo a igreja primitiva e a obra missionária.
I - A IGREJA ESTABELECIDA EM JERUSALÉM, Atos 1 a 6
A igreja nasceu em Jerusalém e seus membros se estruturaram para dar continuidade à obra de Jesus. Assim, três aspectos foram observados por essa igreja:
a) Visão mundial, At 1 - O desafio de Jesus é global, v. 8, e não existe distinção entre missões mundiais, nacionais ou evangelismo local. Todos são vitais e um não pode excluir o outro. Tudo faz parte da grande comissão, Mt 28: 18-20. A partir de então, tornou-se claro para os discípulos que o movimento da igreja não deveria ser apenas em Jerusalém, mas também fora de seus limites.
b) Poder, At 2 - A incumbência que Jesus havia dado aos discípulos de levar o evangelho ao mundo inteiro parecia uma tarefa difícil. E, de fato, teria sido, se o derramar do Espírito Santo não tivesse acontecido, At 2: 1-3. Em poucos dias, aquele grupo de cento e vinte pessoas tornou-se uma multidão de salvos, At 2: 41; 4: 4 e 5: 14.
c) Envolvimento total, At 5 e 6 - A igreja de Jerusalém era uma família, de modo que as necessidades de cada irmão eram supridas e havia cooperação de todos os membros para ajudar os apóstolos, At 6: 1-3. Instituíram o diaconato, escolhendo para tal função homens que deveriam possuir três requisitos básicos: bom testemunho (aspecto social), serem cheios do Espírito Santo (aspecto espiritual) e de sabedoria (aspecto intelectual). Para os apóstolos ficaram reservadas a prática da oração e da pregação da Palavra, At 6: 4. Toda a igreja era, então, completamente envolvida com a obra de Deus.
II - A IGREJA ESPALHADA, At 7 a 12
A perseguição foi o instrumento usado por Deus para desaglutinar a igreja de Jerusalém e alcançar outros povos.
a) Jerusalém e Judeia - A igreja inicialmente se concentrou em Jerusalém. Entretanto , Deus estava firme em seu propósito de levar a bênção do Evangelho às outras regiões e, por fim, a todas as nações. Ocorreu então que, com a perseguição vinda diretamente contra a igreja de Jerusalém, os que foram dispersos começaram a pregar em toda parte por onde passavam, At 8: 1, 4 e 5: 11, 19, 20 e 13: 46, 47. Com a morte de Estêvão, At 6 e 7, as testemunhas de Jesus foram espalhadas.
b) Samaria - Felipe prega em Samaria, At 8: 4-8, e em missão transcultural prega ao etíope, um alto oficial da rainha de Candace, que crê e pede para ser batizado naquele mesmo dia, At 8: 26, 28-36 e 39. A história indica que aquele etíope pode ter preparado o caminho para o posterior estabelecimento de milhares de igrejas no longínquo vale do Nilo, na África.
c) Gentio romano - Pedro prega para Cornélio, um centurião romano. Foi difícil para Pedro, ainda que cheio do Espírito Santo, aceitar a conversão de um gentio. Mas, após uma visão, entendeu que Deus não faz acepção de pessoas, At 10: 9, 23, 34 e 35
d) “até os confins da terra” - Saulo, escolhido por Deus para levar a mensagem aos gentios, At 9: 15, 16, cumpre com êxito a sua tarefa. Em pouco mais de dez anos, e em três viagens missionárias, ele estabelece a igreja em quatro províncias do Império Romano: Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia, At 13: 2, 14: 28, 15: 40, 18: 23 e 21: 17.
III - A IGREJA ENVIANDO, At 13 e 14
A expressão “...até os confins da terra” já não parecia uma utopia; tornou-se realidade. A Igreja de Antioquia foi a primeira no envio de missionários. Podemos aprender muito através de seu exemplo:
a) Colaboração, At 13: 1-3 - Em Antioquia, temos o verdadeiro início de missões. Naquela igreja havia profetas e mestres: Lúcio de Cirene, Simão Níger, Manaém, Saulo e Barnabé, v. 1. Nenhum deles era natural de Antioquia; todos eram estrangeiros. Numa reunião de oração, em Antioquia, quando a igreja estava orando e jejuando, Deus separou dois deles para a obra missionária. Os três que ficaram podem ser chamados de colaboradores. Eles representam a igreja que ficou na retaguarda. Os dois que foram enviados representam os missionários. Notemos que eles foram enviados por Deus e pela igreja, vv. 2 e 3.
b) Comunicação, At 14: 27, 28 - Paulo e Barnabé seguem em frente, sempre dando relatórios de seu trabalho à igreja que ficou na retaguarda, orando e sustentando-os com suas ofertas. Por onde passaram, deixaram a semente da Palavra e outros irmãos foram também chamados a colaborar. Assim, a obra cresceu ao ponto de Paulo poder dizer que o evangelho fora pregado a toda a criatura debaixo do céu, Cl 1: 23.
Concluindo, veja o valor da tarefa evangelizadora assumida pela igreja primitiva e a importância de manter bem informados daquilo que estão realizando tanto os irmãos que sustentam os missionários como as igrejas e entidades que os enviaram. É pregando o Evangelho que vamos alargando as fronteiras do Reino de Deus e arrancando vidas das mãos do diabo.
Verdades missionárias
Vale a pena memorizar estas reflexões sobre missões:
· “[Irei] a qualquer lugar, contanto que seja para frente” (David Livingstone)
· “Tenta grandes coisas para Deus e espera grandes coisas de Deus”(Guilherme Carey)
· “O melhor remédio para a igreja enferma é pô-la em dieta missionária” (David Brainerd)
· “A Igreja que deixa de ser evangelística, em breve deixa de ser evangélica” (Alexandre Duff)
Estudo das Dispensações
(Plano Divino através dos Séculos)
Para entendermos o que Deus projetou para a terra, para o homem e para os seres espirituais, precisamos entender as dispensações.
O que são as Dispensações Bíblicas?A palavra ?dispensação? encontra-se quatro vezes no N.T. (Ef. 1:10; 3:2; 3:9; Cl. 1:25). A palavra grega é ?oikonomia?, da qual deriva-se a palavra ?economia?, que significa ?boa ordem na administração, na despesa de uma casa?. Originalmente dispensação significava a gerencia duma casa. (Casa= Oikos) No uso bíblico a dispensação representa a administração que Deus faz em Sua grande ?casa? universal, na qual estão ligados a Ele todas as inteligências, tanto homens como seres angelicais. O estudo das dispensações revela como Deus usa diferentes classes de povo em várias eras determinadas por Ele para alcançar Seus propósitos.
A Bíblia mostra três classes distintas de povo com os quais Deus tem relações: 1) O judeu; (Rm.9:4,5; Jo 4:22; Rm.3:1,2); 2) o gentio (Ef. 2:11,12; 4:17,18) e 3) a Igreja de Deus. (Ef. 1:22,23; 5:29-33; I Pd.2:9). (I Co. 10:32).
A interpretação correta duma determinada passagem dependerá de sabermos a qual desses povos Deus está falando. O texto e o contexto da passagem revelarão a resposta. Temos também três períodos do ministério de Jesus Cristo:
? 1) Como PROFETA > Desde o Éden até a Cruz. Dt. 18:18 Moisés predisse a vinda dum Profeta após dele que seria maior do que ele. Jesus passou por todo o V.T como o ?Anjo do Senhor? ou ?Anjo de Sua presença? (Gn.16:7-14; 22:11-18; 31:11,13; Ex. 3:2-5; 14:19; Jz. 13:2:25.
? 2) Como SACERDOTE > Desde a Ascensão até à Segunda Vinda, (Hb. 7:25; 8:1). Jesus Cristo é agora mesmo o nosso representante no céu, à direita da majestade Divina, onde intercede em nosso favor e ajuda o crente em suas fraquezas. (I João 2:1).
? 3) Como REI > durante o Milênio e em épocas Sucessivas. (Ap. 19:16). Durante mil anos de paz, Cristo reinará sobre o mundo, tendo Jerusalém por capital, onde ele estará estabelecido sobre o trono de Davi, Seu Pai. A Palavra também indica que a Sua regência jamais terminará, dizendo: ?...o seu reinado não terá fim?. Lc. 1:33.
As Escrituras revelam oito alianças entre Deus e os homens:
1) A Aliança edênica. (Gn 1:28). Condicionou a vida do homem no estado da inocência.
2) A Aliança com Adão, que condicionou a vida do homem decaído, oferecendo a promessa dum Redentor (Gn. 3:14-21).
3) A Aliança com Noé, que estabeleceu o principio do governo humano e assegurou a continuação da vida sobre o planeta. (Gn .9:1:17).
4) A Aliança com Abraão, que daria inicio à nação israelita e concedeu-lhe a terra da Palestina . (Gn. 12:1-3).
5) A Aliança com Moisés, que condena todos os homens ?porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus?. Rm. 3:23; Ex. 19:1-25.
6) A Aliança Palestínica, que assegura a restauração e a conversão final de Israel. (Lc. 26; Dt. 28:1 a 30-3).
7) A Aliança de Davi, promessa que se cumprirá em Cristo, o ?Filho de Davi?. II Sm. 7:16; I Co. 17:7; Sl. 89:27; Lc. 1:32,33.
8) A Nova Aliança, que assegura a transformação espiritual de Israel e de todos que crêem em Cristo, tornando-os aceitáveis a Deus.
AS SETES DISPENSAÇÕES
As Escrituras dividem o tempo, pelo qual podemos compreender o período global que começa com a criação de Adão e termina com o aparecimento do ?novo céu e da nova terra? (Ap. 21:1), em sete períodos desiguais, que chamamos de dispensações.
São eles: Inocência; Consciência, Governo Humano; Patriarcal; Lei; Graça e Milenial.
São períodos usados por Deus para mudança no método divino de tratar a humanidade, ou parte dela, no que se refere a duas grandes verdades: pecado e responsabilidade humana.
Cada dispensação pode ser considerada como uma prova para o homem natural e termina sempre em juízo, demonstrando assim o seu completo fracasso. Cinco dessas dispensações, ou períodos de tempo, já se consumaram. Estamos vivendo na sexta, cujo término, segundo tudo faz crer, acontecerá muito em breve. (Pode ser hoje). A sétima, ou a última, ficará para o futuro. ? É o Milênio.
1) O HOMEM EM INOCENCIA > Começou com a criação de Adão (Gn.2:7) e terminou com a sua expulsão do Éden. Adão, criado em inocência, ignorando o bem e o mal, foi colocado no Jardim do Éden com sua companheira, Eva, sob a responsabilidade de abster-se de comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal.A Dispensação da Inocência resultou no primeiro fracasso do homem, sendo os seus efeitos os mais desastrosos possíveis.Teve o seu fim com o seguinte juízo: ?O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden?. (Gn 1:26; 2:16,17; 3:6; 3:22-24).
2) O HOMEM SOB A CONSCIENCIA > Pela queda, Adão e Eva adquiriram, e também transmitiram a sua descendência o conhecimento do bem e do mal. Isso proporcionou à sua consciência uma boa base para um julgamento moral correto, o que colocou a sua posteridade sob a seguinte responsabilidade ? fazer o bem e evitar o mal. O resultado da Dispensação da Consciência foi que toda a terra se corrompeu. Assim Deus terminou a segunda prova a que submeteu o homem natural com o seguinte juízo ? O Dilúvio. (Gn.3:7,22; 6:5,11,12; 7:11,12,23).
3) O HOMEM
4) O HOMEM SOB PROMESSA (Patriarcal ou da família) > Dos descendentes dispersos daqueles que construíram a torre de Babel, Deus chamou um homem, Abraão , com quem fez uma aliança. Algumas das promessas feitas a Abraão e aos seus descendentes eram puramente graciosas e incondicionais e já foram, ou ainda o serão, cumpridas literalmente. Outras foram também feitas, mas o seu cumprimento estava condicionado à fidelidade e obediência dos israelitas. Todas as condições determinadas por Deus foram violadas, sem exceção de uma sequer, e a dispensação da Promessa ? patriarcal ou da família, resultou no fracasso da família de Israel e terminou com o seguinte juízo ? A escravidão no Egito. O livro de Gênesis que começa com estas palavras sublimes: ?No principio criou Deus?... termina com esta triste expressão: ?Em um caixão no Egito?. (Gn.12:1-3; 15:5; 26:3; 28:12,13; 13:14-17; Ex. 1:13,14).
5) O HOMEM SOB A LEI > Mais uma vez a graça de Deus vai auxiliar o homem desamparado e redimir o povo escolhido da mão do opressor. No deserto do Sinai, Deus lhe propôs o concerto da Lei. Em vez de humildemente apelar para que continuasse a relação da graça, o povo responde: ?Tudo o que o Senhor tem falado, faremos?. A história de Israel no deserto e em Canaã é um longo relatório de flagrante e persistente violação da Lei e, por último, depois de sem número de avisos, Deus termina a prova a que submeteu o homem pela Lei, em juízo.
Primeiramente, Israel, e logo depois Judá, foram expulsos de Canaã, sendo que a sua dispersão pelo mundo ainda continua. Um pequeno grupo voltou sob as ordens de Esdras e Neemias. Desse grupo, na plenitude dos tempos, nasceu Cristo: ?Nascido de mulher, nascido sob a Lei?. Tanto os judeus como os gentios conspiraram, levando-o à morte por crucificação. (Ex. 19:1-8; II Rs. 17:1-18; 25:1-11; At. 2:22,23; 7:51,52. Rm. 3:19,20; Gl. 3:10).
6) O HOMEM SOB A GRAÇA > A morte de sacrifical do Senhor Jesus Cristo introduziu no mundo a Dispensação da pura Graça, que quer dizer favor imerecido ou Deus dando justiça em vez de exigir justiça, como quando sob a Lei. A salvação perfeita e eterna é agora oferecida graciosamente, tanto ao judeu como ao gentio, sendo a fé condição única. (Jo. 6:29, 47: 5:24; 10:27,28; Ef. 2:8,9). O resultado predito desta prova do homem sob a graça é o juízo sobre o mundo incrédulo e uma Igreja apóstata (Abandona da fé). (Lc.17:26-30; 18:8: II Ts. 2:7-12; Ap.3:15,16). O primeiro evento no fim desta Dispensação será a descida do Senhor dos Céus, quando os santos que dormem serão levantados e, juntamente com os crente vivos daquele tempo, arrebatados ?a encontrar o Senhor nos ares e assim estaremos sempre com o Senhor?. (I Ts. 4:16,17). Depois seguir-se-á o curto período chamado ? A Grande Tribulação?. (Mt. 24:21,22; Sof. 1:15-18; Dn. 12:1; Jr. 30:5-7). Finalmente dar-se-á a descida pessoal de Cristo à terra, com poder e grande glória. Então, haverá os julgamentos, que inaugurarão a sétima e ultima Dispensação. (Mt. 24:29,30; 25:31-46).
7) O HOMEM SOB O REINO PESSOAL DE CRISTO ? MILENIO > Depois dos juízes purificadores ligados à vinda pessoal de Cristo à terra, Jesus reinará sobre Israel restaurado e sobre a terra por mil anos. Esse período é chamado de Milênio. A sede do seu poder será em Jerusalém e os santos, incluindo os que foram salvos na Dispensação da Graça, isto é, a Igreja, serão unidos com Ele na Sua Glória. (At.15:14-17; Is. 2:1-4; Is. 11; Ap. 19:11-21; 20:1-6).
Mas quando Satanás for solto, ?por um pouco de tempo?, encontrará o coração natural tão inclinado para o mal como sempre e, com a maior facilidade ajuntará as nações que irão batalhar contra o Senhor e os seus santos. Esta Dispensação, como as demais, terminará
Pesquisa: ?Maneja Bem a Palavra da Verdade?. C.I.Scofield; ?O Milênio?- João de Oliveira; ?A Verdade sobre o Milênio?- Thomas Ice e Timoty Demy; ?O Plano Divino através dos Séculos? Lawrence Olson; ?Escatologia Bíblica ? Antonio Gilberto. A Bíblia ? Diversas traduções.
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